do mar
segunda-feira, 1 de julho de 2024
então, é Julho outra vez...
segunda-feira, 1 de novembro de 2021
permaneça onde for bem-vindo, não suportado...
Demorou bastante tempo, mas eu (enfim) aprendi! E pode parecer, a você que está lendo, que isso é sobre se blindar, e sim, também é.
Mas é muito mais sobre aprender. Por muitos anos da minha vida, pelo meu nível de maturidade (ou posso dizer que pela falta dela), ou até mesmo por uma certa inocência, já que eu via as pessoas pela ótica de quem eu era, eu fui tolerada nos lugares.
Suportada por namoradas de meu pai pra elas fazerem média com ele, por família porque eu tinha algo a oferecer, por amizades porque meu pai tinha condições de bancar geral, por meninas na escola pois mesmo eu tentando ser invisível, nunca consegui ser ou até mesmo por pessoas que se chegavam a mim por me ver como uma ameaça e quando não se pode contra o inimigo, junta-se a ele.
Seja pela razão que fosse, tinha pouca gente que me amava muito e muita gente que não gostava de mim na mesma proporção.
Foram baques e mais baques, puxadas de tapetes e verdadeiras guerras travadas comigo mesma até aceitar o tal do quem sim, quem não e quem nunca.
Era um questionamento eterno: porque comigo? Porque eu? Eu fiz o que pra merecer isso?
Mas, como estamos aqui num processo evolutivo, um dia a ficha caiu. Um dia as máscaras caíram. Um dia eu precisei ver e entender que, não importava o que eu fizesse ou deixasse de fazer, não interessava se eu não tinha nada a oferecer ou representasse perigo algum, haviam pessoas que não gostariam de mim e ponto.
Era sobre elas, não sobre mim. E aí passei a ser a errada, cruel, egoísta e difícil de lidar. Pelo simples fato de aprender a discernir o que eu de fato merecia.
Aprendi que quando o amor não está mais sendo servido, a gente precisa levantar imediatamente da mesa. Aprendi também a não ficar onde eu sabia que não era bem vinda. E principalmente, aprendi que a culpa não era minha.
Eu dava aquilo que eu podia oferecer. Recebia quem queria. Não nos cabe mendigar afeto ou nos adaptar ao jeito vingativo e abusador de alguém para fazer parte de algo ou para se sentir (erroneamente) amado.
Se não posso ser quem sou, fazer o que gosto ou dizer o que penso sem estar ofendendo alguém, ali não me cabe, não é meu lugar.
Priscila Calheiros
sexta-feira, 2 de julho de 2021
Orgulho de ser cringe 😜
Com todo respeito, mas não me troco por geração nenhuma 😂😂😂Eu amo ser cringe! Eu aproveitei as melhores fases e continuo aproveitando.
Eu gosto de gostar das coisas que eu gosto, eu gosto de fazer as coisas que eu faço e gosto de pensar do jeito que eu penso.
Desculpa, geração Z, mas nós da geração Y (millennials) somos antiquados, somos vergonha alheia e até mesmo chatos, mas somos felizes assim.
A modernidade vazia da maioria de vocês não faz nosso tipo.
A gente gosta de profundidade.
E se isso envergonhar vocês (porque a nós não envergonha em nada HAHAHAHA), problema de vocês.
A geração cringe é a melhor e não há margem para discussão. 😂😂😂😂😂😂😂😂😂
Agora deixa eu ir assistir Harry Potter, pagar meus boletos, sentir saudades do MSN, ouvir raça negra e postar vários emojis porque vergonha mesmo é viver uma vida sem graça. Rsrsrsrs hahahahaha
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021
Aceitação e amor próprio
Que a gente não busque desculpas para não nos amarmos como deveríamos.
Que a gente não se esconda atrás do preconceito de ninguém.
Que a gente se orgulhe do que vermos quando olharmos no espelho.
Que a gente se acolha mesmo quando pensarmos em desistir.
Que a gente segure nossas mãos e não nos deixa cair.
Que a gente se ame tanto ao ponto de não enxergarmos os padrões alheios.
Que a gente se respeite tanto a ponto de amar até mesmo aquilo que achamos que é imperfeição.
Que a gente seja o amor da nossa própria vida e aprenda a se aceitar, da forma que somos, pois é o melhor que podemos ser.
Priscila Calheiros
domingo, 14 de fevereiro de 2021
Se é frouxo, não é seu número...
As vezes a gente tenta se diminuir para caber em situações, pessoas, coisas, e quer isso a qualquer custo.
Suportamos os apertos, os desacertos, engolimos os sapos, machucamos nosso corpo e mente simplesmente por acharmos que só temos aquilo ou só seres felizes se vivermos daquela forma.
Mas o que esquecemos é que a vida é cheia de possibilidades, oportunidades e novas chances. Nada que nós limite ou diminua serve para nós. Nada que nós machuque ou limite merece estar em nossas vidas.
Há tanto a ser vivido, aproveitado, conhecido. Há tantas formas de pertencer, encaixar, ser.
Como já cantou (e canta!) Lulu Santos, "há tanta vida lá fora, aqui dentro sempre".
Precisamos estar atentos ao que de fato é para ser nosso. Os sinais estão aí. É tudo muito claro.
Porque, meu caro, minha cara, o que é para ser nosso, vem com clareza, do tamanho certo, não deixa dúvidas e nosso coração confirma.
O que é pra ser vem com força total. E nos traz paz.
Priscila Calheiros
quinta-feira, 28 de janeiro de 2021
Respeito e empatia em primeiro lugar
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
Não cancele 2020...
Lembro da expectativa que criei para 2020, eram tantos planos, tanta vontade de sair daquela sensação de estar presa a uma vida que não era minha, num lugar onde eu não cabia. Era o ano da liberdade!
A única coisa que me "prendia" havia se encerrado em 2019 e eu só precisava esperar até o começo de Março para resolver a parte burocrática.
Daí Março chegou e me lembrou que eu não controlo nada. NADA.
Uma parte de mim não acreditava que um vírus estava me paralisando novamente, mas a outra parte entendia que ainda tinha muito o que aprender.
2020 foi literalmente o ano que me desafiou do início ao fim, das pequenas às maiores coisas, por dentro e por fora, em todas as perspectivas. Foi o ano em que entendi na real a expressão "tirar o doce da boca da criança". A pandemia tirou o doce da boca da criança, que no caso, era eu. Como assim eu teria que permanecer na vida que eu não queria ter e no lugar que eu não gostaria de estar? Era um pesadelo!
E aos poucos, a duras penas, fui entendendo que sim, o ano seria difícil, mas a questão não estava no número e sim nas escolhas que eu havia feito, nas que eu deixei de fazer, na dependência do coletivo que logo se mostraria egoísta e sem o mínimo de empatia e respeito.
Entendi também o quão importante é olhar para dentro. Por mais que a "casa de dentro" esteja arrumada, sempre há o que limpar e reformular. SEMPRE.
O aprendizado é continuo, do mundo, das pessoas, de nós mesmos. Era o avesso que precisávamos enxergar. Pela perspectiva do difícil que se entende quão simples é fazer o que é fácil. É nas poucas possibilidades que se encontra a prioridade. Tudo se resume ao que você escolhe ser e como você escolhe agir diante das situações.
No fim das contas, tudo se resume a você. Se tratando de pandemia, ficar em casa ou sair? Usar máscara ou não? Respeitar as mortes ou não estar nem aí? É tudo sobre você, repito.
E nesses tantos desafios escancarados que esse ano atípico nos trouxe, o maior sem dúvidas foi sentir medo e mesmo assim, continuar. Sozinho ou acompanhado, em casa, no trabalho, sem trabalho, é preciso continuar.
Então, continue! Só o número que altera, quem precisa mudar mesmo é você!
Priscila Calheiros
sábado, 12 de dezembro de 2020
Demonstre enquanto ainda há tempo...
Acho que 2020 foi uma lição e tanto para todos, mas, a maior lição de fato foi como estávamos ocupados demais para perceber o que realmente importa.
Foi preciso um vírus para parar o mundo e nos fazer observar o outro, os profissionais, os animais, a empatia ou a falta dela, as prioridades, as necessidades, e acima de tudo, observar a nós mesmos.
Quanto tempo tirávamos para cuidar de nós mesmos, quanto tempo era doado para o essencial, como estávamos mantendo nossas relações.
E ficou claro que o tempo não estava sendo aproveitado da melhor forma, que trabalho é importante mas não é o mais importante, que dinheiro é essencial mas de nada vale quando se perde alguém, que estamos falhando conosco e com os outros no quesito estar presente.
Já quanto tempo temos negligenciado nossas relações? Há quanto tempo deixamos para depois a ligação ou mensagem que deveríamos mandar enquanto ainda há tempo? Como foi que nos tornamos tão insensíveis a dor e sofrimento do outro? Porque aceitamos o que é ruim e nos adequados a isso ao invés de sermos melhores e lutarmos contra o caos?
São muitos questionamentos e muitas resoluções a dar, e enquanto isso, nem amanhã e nem depois, durante esse processo, mande aquela mensagem que sempre esquece de mandar, liga para perguntar como seus entes queridos estão, faz uma chamada de vídeo, demonstre que se importa enquanto esse alguém está aqui, enquanto esse alguém pode sorrir em resposta a você.
O tempo é aqui. O tempo é agora.
Sigamos.
Priscila Calheiros
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
O que você alimenta, é o que cresce.
Liberte-se de tudo que lhe faz mal, que tira sua paz e não agrega em nada.
Deixa que o outro tome de seu próprio veneno. Deixa que o outro seja como ele é.
Enquanto a você, seja o que pode ser. E escolha bem o que carregar consigo.
Tudo é uma questão de o que temos alimentado em nós. Nem sempre é algo bom, mas, sempre há a opção de mudar.
Escolha ser livre das amarras do ódio, do peso do rancor, da ilusão da vingança. Decida plantar e regar as doces e singelas coisas da vida dentro de si.
É no florir que entendemos o processo. Não é sobre o outro. É tudo sobre nós.
Priscila Calheiros
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
ser mulher: morrer por dentro todos os dias
É tanta justificativa pra livrar homem da responsabilidade do estupro, até chamar o ato de "culposo" (quando não há a intenção), que a gente se questiona se de fato um dia isso vai acabar.
Ser mulher nos torna culpadas. Nossa sentença já foi dada quando nossos pais descobriram o sexo do bebê.
Podemos fazer as mesmas coisas que eles, mas, pra eles, não há punição. Isso fica conosco.
Merecemos, pedimos, fizemos por onde, a roupa, a hora, o jeito, a bebida, respirou. Sim, ser mulher é respirar e ser culpada por isso.
Ainda perguntam para quê serve o feminismo. Ainda julgam e questionam a necessidade. Ainda lamentam que ele exista, como um tal estuprador fez por esses dias.
Não podemos parar. A luta infelizmente ela é incessante. É difícil, cansativo, desgastante.
Mas é isso, acordou, vamos pra luta. Luta pela sobrevivência, luta pelo direito de ir e vir, luta para ser ouvida, respeitada, deixada em paz. Luta até mesmo para ser respeitada depois de morta.
Eu sinto muito. Eu sinto tanto. Mas eu vou continuar aqui, resistindo.
É o que me resta, é o que te resta, é o que podemos fazer.
Você, mulher, sinta-se abraçada. Saiba que eu sinto a sua dor. Somos uma só e ao mesmo tempo somos tantas.
Somos a maioria.
Resistiremos.
Priscila Calheiros

