Essa semana eu estava em um lugar e ouvi a seguinte frase:
“Isso é de homem, pai?”. A criança insistia com a pergunta e alguns minutos
depois o pai respondeu: “Não, é de mulher, homem não usa isso não”.
Eu cá com meus botões (bolas eu não sou de ferro ♫), fiquei
pensando sobre a resposta do pai e cheguei à conclusão que somos nós mesmos que
perpetuamos o machismo na sociedade. Tudo bem que eu não vi do que se tratava,
mas porque que isso ou aquilo tem que ser de um ou do outro? Porque o rosa é de
mulher e o azul é de homem? Agora enquanto eu digitava isso, “o rosa” ficou
destacado com aquele negócio verde pra fazer a correção para “a rosa”. Nós
mesmos construímos os estereótipos, classificando o que cada um deve fazer sem
deixar escolha pro sujeito decidir o que gosta ou o que quer usar.
Aí depois ficam se perguntando por que fulano é agressivo,
porque bate na mulher, porque algumas mulheres se rebelam e etc. Temos o
defeito de sempre tentar forjar o caráter do outro, porém não os damos base pra
isso. Se um pai ensina a seu filho que ser homem é ser grosseiro, é agredir,
ele muito provavelmente será assim e ensinará seu filho a fazer o mesmo. Porque
pais são exemplos (ou pelo menos deveriam ser!). Com isso, vêm à violência, os
linchamentos, a falta de respeito com o próximo e essas coisas são difíceis de
reverter. Impossíveis não, mas muito difíceis! Claro que, mulheres fazem xixi
sentadas, homens em pé, mulheres são mais sensíveis, mas homens TAMBÉM SÃO, da
maneira deles, mulheres têm a possibilidade de ter filhos, homens não. Mas não
acho certo limitar o sujeito em certas situações. O ser humano em si já é tão
limitado, se ainda tem uma sociedade que limita a coisa fica terrível!
Em pleno século XXI ainda se escuta coisas tipo “aquela
profissão é de mulher”, “aquela é de homem”. Não existe mais isso, se você se
capacita, você pode exercer qualquer função. Claro que, como li no livro Porque
os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor, cada um é mais produtivo
e tem mais facilidade em determinada área, o que não os impede de trabalhar com
isso. E sinceramente acredito muito nisso, somos capazes de qualquer coisa.
Tanto para o bem quanto para o mal. E infelizmente, ainda há pessoas que ensinam
seus filhos se determinada coisa é de mulher ou de homem. Ainda há pessoas que
vivem na ignorância e que acabam com algumas vidas por causa de uma mentalidade
retrógrada.
Priscila Calheiros

