terça-feira, 30 de setembro de 2014

[+] Nem sempre dá pra ser forte...

Tem dias que a gente só quer colo. Alguém que nos escute ou que segure nossa mão e diga que tudo vai ficar bem. Mesmo que não fique, só o fato de ter quem se preocupe já nos faz ficar bem.
Dias que, mesmo não estando chovendo, tem uma grande tempestade dentro de nós. Raios, trovões e uma infinidade de gotas de chuva que não cabendo mais em nós, escorrem como lágrimas.
Momentos em que ser forte não é mais uma opção, e sim, uma obrigação. Mas não se tem mais força para carregar o mundo nas costas. A gente meio que desaba junto com as lágrimas.
E aí dá saudade de ser criança, de ser feliz, de comprar doce na venda do fim da rua, de colecionar anéis de plástico que vinha junto com o chiclete, de brincar de baliô, de namorar escondido, pular corda, comer goiaba tirada na hora da goiabeira da casa da vó. Dá saudade de quando as coisas eram simples e deixavam a gente feliz. Sem o peso do mundo, sem problemas, sem nada que deixasse triste.
Aí você chora a noite toda porque, pela manhã, você tem que vestir a armadura e mostrar que é forte, afinal, é isso que todos esperam que você seja: de aço.
Mas sim, eu queria ter em quem encostar agora e chorar baixinho e ouvir que tudo vai ficar bem.
Priscila Calheiros

sábado, 27 de setembro de 2014

O conforto do outro.

(...) As pessoas precisam de ajuda, aconchego, distração. Tudo isso vem no pacote físico do relacionamento. Se você não tem alguém na sua vida, vai fazer supermercado sozinho toda semana. O que pode ser outra tarefa intolerável com apenas duas mãos. Falta quem lave as folhas, pique a cebola e guarde a louça depois do jantar. E não é só isso. Quem ajuda a colocar as malas no carro? Quem vai levar para casa o amigo que bebeu demais? Quem decide a cor da porcaria da parede e o formato da droga da pia do banheiro? Quem faz você rir do seu mau humor matinal? Quem abraça você se chegar em casa chorando depois de um dia de cachorro? Para isso tudo serve o namorado, a mulher, o corpo parceiro.

Ivan Martins

Texto na íntegra:
http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/ivan-martins/noticia/2012/08/o-conforto-do-outro.html

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Onde acha um homem desse, pelo amor de Deus? Amor lindo demais!

(Carta de Andrew para Camryn)

Camryn, meu amor,

Eu não queria que fosse assim. Queria te dizer estas coisas pessoalmente, mas tinha medo. Tinha medo que se eu dissesse em voz alta que te amava, o que a gente viveu juntos fosse morrer comigo. A verdade é que eu sabia, no Kansas, que era você. Te amei desde aquele dia em que olhei nos teus olhos pela primeira vez, me encarando do alto da poltrona daquele ônibus. Talvez eu não soubesse disso ainda, mas percebi que alguma coisa aconteceu comigo naquele momento, e que eu jamais poderia abrir mão de você.

Nunca vivi da forma como vivi durante minha curta convivência com você. Pela primeira vez na vida, me senti inteiro, vivo, livre. Você foi a peça da minha alma que faltava, o ar nos meus pulmões, o sangue nas minhas veias. Acho que se existem mesmo vidas passadas, então fomos amantes em cada uma delas. Conheço você há pouco tempo, mas parece que conheço desde sempre.

Quero que você saiba que mesmo na morte vou me lembrar de você. Eu sempre vou te amar. Queria que as coisas tivessem sido diferentes. Pensei em você muitas noites na estrada. Ficava olhando para o teto nos motéis e imaginava como seria nossa vida juntos, se eu sobrevivesse. Tive um ataque de pieguice e pensei em você de véu e grinalda, e até mesmo com um minimim na barriga. Sabe, sempre ouvi dizer que comer mulher grávida é uma delícia. ;-)

Mas lamento ter que te deixar, Camryn, lamento tanto... Queria que a história de Orfeu e Eurídice fosse real, porque aí você poderia me trazer de volta à vida cantando. Eu não ia olhar pra trás. Não ia ferrar tudo, como Orfeu.

Eu lamento tanto, amor...

Quero que você me prometa que vai continuar forte, linda, doce e meiga. Quero que você seja feliz e encontre alguém que te ame tanto quanto eu amei. Quero que você se case e tenha filhos e viva a sua vida. Apenas se lembre sempre de ser você mesma, e não tenha medo de dizer o que pensa, nem de sonhar em voz alta. Espero que você nunca me esqueça.

Mais uma coisa: não se sinta culpada por não ter dito que me amava. Não precisava dizer. Eu sabia disso o tempo todo.

Com amor, Sempre,
Andrew Parrish

Livro: Entre o agora e o nunca - J. A. Redmerski

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Entre o agora e o nunca - J. A. Redmerski (Livro mais que perfeito! Ansiosa pelo "Entre o agora e o sempre")

Tem toda razão , Andrew Parrish!

- Quanto tempo vocês ficaram juntos?
(...) - Dois anos - respondo. - O fim foi mútuo; a gente começou a se interessar por outras pessoas, e acho que chegamos à conclusão de que o amor não era tão grande assim.
- Ou então o amor simplesmente acabou.
- Não, a gente nunca chegou a se apaixonar mesmo.
Só olho para ela, desta vez.
- Como você sabe a diferença? - ela pergunta.
Penso nisso por um momento, examinando seus olhos, que estão a uns 30 centímetros dos meus. Posso sentir o cheiro de canela da sua pasta de dentes quando ela respira.
- Acho que o amor nunca acaba de verdade quando a gente ama alguém - digo, e vejo um pensamento passar por seus olhos. - Acho que quando você se apaixona, quando ama de verdade, é amor pra vida inteira. Todo o resto são só experiências e ilusões.

Entre o agora e o nunca - J. A. Redmerski

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

[+] Casais de sucesso (aos meus olhos)

Acho massa esses casais que vejo trocando carinhos e beijos na rua. Que não tem vergonha de se expor, de expor o que sentr pelo parceiro. Casais que são casais, de verdade, que andam de mãos dadas pra que todo mundo veja a quem se pertecem, brincam e dão risada, limpam o queixo sujo de molho do outro, toda e qualquer oportunidade se tocam porque sentir a pele do outro é sentir aquele arrepio de amor.
Que não se importam com o que vão dizer, dançam no meio da rua porque simplesmente deu vontade. Que demonstram ciúmes do outro, na medida certa, porque percebeu que tem alguém olhando.
Que embaixo da mesa se tocam já anunciando que a noite vai ser quente, pro outro ficar constrangido sem saber que cara fazer. Que se olham com cumplicidade, sem que seja preciso dizer uma palavra para que saibam o que estão pensando.
Casais que respeitam e suportam os defeitos, porque isso também é amar. Que dizem eu te amo sem medo de expeculações, sem vergonha, apenas porque sabe que é tão bom dizer quanto ouvir.
Que surpreendem o namorado com flores (não gosto de flores, mas acho bonito), chocolates ou algo que mostre que durante uma ida a lotérica pensou no seu sorriso quando recebesse aquilo. Que liga só pra dar bom dia, boa noite, perguntar se já almoçou, se está com saudade ou se quer sair mais tarde. Casais que trocam amassos no cinema porque está escuro e toda oportunidade DEVE ser aproveitada. Que transa sem pensar no amanhã, como se fosse a última vez, porque transar é BOM!
Que conta os problemas porque sabe que seu amor é também seu melhor amigo. Que "marca território" porque tem medo de perder. Que sabe respeitar o momento do outro, principalmente quando o momento é de tpm, porque são dias realmente difíceis. Que respeita a privacidade, mas sem deixar muito solto. Mostrar que está ali e está de olho é importante. Casais que assistem filmes sábado à noite abraçados, porque carinho a dois é uma delícia. Casais que saem com os amigos, porque se divertir em grupo é saudável.
Surpresas de aniversário, saídas no dia dos namorados, jantar no aniversário de namoro, ou sair pra comemorar só o fato de se amarem e estarem juntos.
Casais que se declaram em redes sociais, não para se expor ou expor o parceiro, mas para que o mundo todo saiba como aquela pessoa é importante e amada para você. Que as famílias se conheçam e sejam suas segundas casas. Que riem um do outro e tiram sarro, ao invés de brigar o tempo todo. Que fazem planos e REALIZAM cada um deles.
Não é piegas não, é lindo. E é também a chave da longividade dos relacionamentos.
Obs.: Nunca tive um relacionamento assim, mas sei que é assim que é perfeito.
Priscila Calheiros

domingo, 14 de setembro de 2014

(...) coisas tão findas que se repetem infinitamente: aqui dentro.

“Eu não preciso chorar para mostrar que estou triste. Nem gritar para dizer que sinto dor. Muito menos sorrir para Deus e o mundo para provar que sou feliz. Não preciso aparentar para ser, demonstrar para estar. Meu mundo acontece aqui dentro. E ele não é menor ou maior que o seu: é simplesmente o meu. Ele é meu com todas as letras, ele é meu em cada palavra, com todos os silêncios, com todos os incêndios. Eu ouvi meu choro, eu escutei meu grito, eu senti minha dor e eu gargalhei em paz sem precisar invadir o seu mundo com coisas tão minhas, com coisas tão lindas, com coisas tão findas que se repetem infinitamente: aqui dentro.”


— Eu me chamo Antônio

Então, ele se lembra do porquê de ser ela. (...)

Então, ele se lembra do porquê de ser ela. Porque, dentre milhões ela foi o achado. Porque ele adora quando o lábio dela encosta em sua bochecha. Porque ele ama quando o perfume dela fica nele, e assim sente sua presença o dia todo. Porque adora quando é inevitavelmente hipnotizado a ficar olhando o sorriso dela. E, assim, ela acaba com o rostinho vermelho. Então, ele se lembra de tudo, e do porque amar tanto aquela pessoa.

Rodrigo Ribeiro

Coisas simples e lindas *--*

sábado, 13 de setembro de 2014

[x] Qual sua capacidade de amar?

Você já se fez esta pergunta?
A pergunta seria mais ou menos assim: “Afinal qual é a minha capacidade de amar?
Vou explicar porque esta pergunta é tão importante. E para tal irei citar uma famosa frase do grande psicanalista Erich Fromm:“A maior parte das pessoas vê no amor, em primeiro lugar, o problema de ser amado, e não o problema da própria capacidade de amar".
Erich Fromm tem uma capacidade incrível de escrever sobre o amor, de forma profunda, fica a sugestão de seu livro “A arte de amar”.
Mas voltando para a frase acima, vamos analisá-la. De fato a grande maioria das pessoas se preocupa com o problema de ser amado.
Será que vou encontrar alguém que me ame de verdade?
Será que ele vai gostar de mim?
Será que ela me ama? Esta é a grande pergunta antes de se envolver com alguém.
Quando na verdade outra pergunta deveria vir primeiro.
"Será que eu sei amar? "
"Qual a minha capacidade de amar?"
"Querer ser amado é fácil mas será que consigo amar?"
Isso prova o quanto agimos de forma infantil diante dos relacionamentos. Isso mesmo que escrevi. Até porque queremos sim ser amados, então buscamos alguém que nos dê amor (pelo menos essa é a intenção). 
Assim como na infância queríamos o brinquedo novo e se não ganhávamos fazíamos birra. Ou chorávamos quando não tínhamos o chocolate.
Ninguém (nenhuma criança) parava para pensar que se meus pais me negam chocolate é que possivelmente irá atrapalhar a minha dieta, ou que se não ganhei um brinquedo novo pode ser devido à dificuldade financeira ou simplesmente querem me ensinar a valorizar o que já tenho.
Claro que não pensamos isso, afinal somos crianças. Mas… espera, quantos que embarcam em um relacionamento desta forma. Se iludem, se empolgam, se jogam e depois vem as consequências, querem ser amados, querem carinho, mas não sabem dar nem receber. Ou só sabem fazer como as crianças fazem.
Vou provar com um exemplo bem moderno:Casal começa a namorar, aí a moça posta uma foto do casal no facebook e ele não curte a foto. Aí ela fica brava, reclama, briga, fecha a cara, só porque o cara não curtiu a bendita foto. Começa a birra. O exemplo poderia ser inverso, o rapaz reclamando da moça. As chatices. Qual a diferença de uma criança para um casal desses? Resposta: A idade.
Uma pausa no exemplo para voltar na frase, que é o assunto do texto de hoje: "Nossa capacidade de amar". 
Mas de onde vem essa capacidade?
Nossa primeira experiência de amor veio através de nossos pais, aliás, da relação que tivemos com nossos pais. E aí a coisa começa a complicar, uma vez que tem pessoas que não se davam bem com a mãe, outras que reclamam da ausência do pai, e ai podemos pensar em uma infinidade de exemplos e sim, Freud estava certo, nossa infância interfere e muito em nossa vida adulta.
Pare por um momento e pense, qual foi a experiência de amor que você teve com sua mãe? Pense por um instante. Em seguida busque se lembrar de como era a relação de amor com seu pai. Ele era presente? Você sentia proteção, carinho?
Pessoas que sentem que não foram verdadeiramente amadas, possuem uma grande chance de não conseguirem amar, ao menos é claro que busquem ajuda, busquem reverter isso. Mas entenda o motivo, a pessoa não teve no que espelhar, não teve base. Nós damos o que temos. Diferente de alguém que cresce em um lar aconchegante, família presente, carinhos constante. Esta pessoa terá maior chance de lidar com esta emoção que ela já conhece.
E como cobrar amor de uma pessoa que nem sabe o que é isso? Você já parou para analisar o histórico familiar do seu namorado ou da sua namorada? Antes de continuar cobrando mudanças que tal tentar entendê-lo (la).
Ok! Mas Bruno, realmente eu não tive carinho, não tive meus pais presentes, meus tios me tratavam melhor do que meus pais. Então quer dizer que eu nunca vou saber amar?
De forma alguma. Mas se você tem noção dessa dificuldade, e quer mudá-la busque caminhos. Comece lendo o livro que indiquei sore "A arte de amar", estude a história de pessoas generosas que souberam transformar suas vidas em verdadeiras histórias de amor. Recomendo que faça psicoterapia, para assim superar alguns possíveis conflitos que estão ai guardados, ou magoas que precisam ser superadas.
Nada melhor do que estar em paz com o passado, para iniciar um bom relacionamento. (até porque estar em paz com o passado é uma forma de falar, significa estar em paz com nós mesmos)
Um outro ponto importante : A grande maioria das pessoas não entende NADA sobre relacionamentos. Mesmo as que acreditam que entendem.. Normalmente falam isso baseado nas várias experiências que tiveram. Quantidade não significa qualidade, e ainda existe uma tendência de repetir padrões. O que significa que a pessoa não aprendeu muito com seus vários relacionamentos, mas possivelmente repetiu o mesmo padrão de formas diferentes.
Quando falamos em relacionamentos, nós temos os nossos modelos, mesmo que isso não seja muito claro para nós. 
Os relacionamentos dos nossos pais irão servir de modelo para nós. Os relacionamentos das pessoas mais próximas, tios, primos, amigos também e depois os nossos relacionamentos.
Você já parou para pensar no que significa um relacionamento amoroso para você? 
Qual sentido você dá para um relacionamento? 
Esqueça por um momento os modelos que você tem, comece a criar o seu próprio.Outra pergunta a se fazer:O que eu espero de um relacionamento?
E por último a mais importante:O que eu tenho a oferecer em um relacionamento?
(como resposta desta pergunta, eu já vi cada resposta surpreendente, do tipo, não tenho nada, acho que nada, eu não sou nada. E vindas de pessoas aparentemente hiper seguras)
Sim, o que você tem a oferecer, pense nisso, faça uma lista, pense em tudo o que você tem parar oferecer em um relacionamento. Afinal um relacionamento é troca.
Um relacionamento onde só se quer receber está fadado ao fracasso. 
Que o outro na relação não sirva para fazer nossos caprichos. Para fazer as nossas vontades (a menos que queira).
Voltando no exemplo moderninho.
Se o cara não gosta de curtir foto em facebook, porque ele precisa começar a curtir? Só para a mocinha ficar felizinha? Você quer uma pessoa de verdade ao seu lado ou alguém que simplesmente faça suas vontades? Talvez a segunda resposta. Talvez você não teve o amor que queria do seu pai, ou talvez da sua mãe, ou talvez teve e nunca deu o devido valor ou talvez não se ame de verdade e busca alguém que faça isso por você.
Bem, são muitas as possibilidades, só quero provocar mesmo, criar dúvidas, gerar perguntas de vocês para vocês mesmos. 
Questionamentos internos.
E encerro o texto de hoje com uma conclusão:
“Muitas vezes buscamos no outro o amor que ainda não temos por nós mesmos.” 

p.s. é sério, sabe as perguntas que fiz, responda-as. Irá ajudar muito. Pegue um caderninho, ou abra um bloco de notas, grava uma mensagem de voz no celular mas tente se responder.
p.s.² Resumo do texto, antes de pensar na relação com o outro, pense na sua relação com você mesmo (a)
Bruno Rodrigueis 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Seja bem vindo Setembro!

Chegou um dos meses que mais gosto... mês em que os amores da minha vida fazem aniversário, mês que começa a anunciar o Verão, mês das flores. Tudo começa a reflorescer, depois de um longo tempo de folhas secas e frio. Que seja assim dentro de cada um de nós, simplesmente, que renasça, floresça, restitua, perfume e transborde.
Que seja doce, realmente doce.
Bem vindo Setembro!

Priscila