quarta-feira, 30 de julho de 2014

[+] Saudade de saber como viver...

Hoje deu vontade de escrever sobre saudade. Mas não é uma saudade de alguém. Não! É saudade de ser criança, de brincar de bola com os meninos na rua, brincar de boneca, comer mais doce do que mainha deixava, não ter preocupações, contas pra pagar, coração partido pra tentar curar. Não! A vida era brincar e brincar. Era tudo tão simples, tão pequeno mas ao mesmo tempo tão grande. E porque que a gente cresce e tudo dificulta? Porque a gente passa a viver como se fôssemos de pedra e não de carne e osso?
Aprendemos que devemos ser duros e acabamos por perder a essência de pureza que temos quando pequenos, e a vida vai passando e quando vemos, já perdemos quase tudo. Nos colocamos em grades e achamos que quanto mais sozinhos e autosuficientes, melhor estaremos, porém estamos enganados. Quando crianças somos felizes exatamente porque sabemos dar importância às pessoas e aos momentos. Não trocamos e nem abrimos mão de nossos amigos e muito menos perdemos tempo com brigas e desentendimentos, mas acima de tudo, vivemos cada segundo como se fosse o segundo em que nossa mãe chama a gente pra entrar e a brincadeira acaba. Não perdemos tempo, tudo o que vivemos é ganho. E infelizmente, nós esquecemos disso quando crescemos.
Nós esquecemos de ser criança e nos tornamos adultos, sem saber como viver.
Priscila Calheiros

terça-feira, 22 de julho de 2014

Ah, Jorge... porque seus poemas são tão meus?

Você chegou te reconheci
Já havia estado alí,
Você é a minha certeza
Logo te gostei
Beijei a sua face até sentirmos o amor mais puro e perfeito,
Desejei parar o tempo
Os segundos corriam de mim
Quase que te levando embora,
E eu vivia-os como se durassem minutos, dias, horas, sempre...
Sempre?
Pra mim, sempre é tudo que agora se faz eterno.

Saulo Fernandes

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Livro/filme mais lindo e perfeito que já li/assisti.

- Podemos nos ver de novo? - perguntou, e havia um nervosismo fofo na voz dele.
Sorri.
- Claro.
- Amanhã?
- Paciência, Gafanhoto - aconselhei. - Assim vai parecer que você está ansioso demais.
- Exatamente. Foi por isso que falei "amanhã". Quero ver você de novo hoje à noite. Mas estou disposto a esperar a noite toda e boa parte do dia de amanhã. Revirei os olhos.
- Estou falando sério - ele disse.
- Você nem me conhece direito. - Peguei o livro de dentro do console. - Que tal se eu ligar para você assim que acabar de ler isto?
- Mas você não sabe qual é o número do meu telefone. - ele disse.
- Tenho motivos para acreditar que você anotou o número no livro.
Ele abriu aquele sorriso meio bobo.
- E você ainda diz que a gente não se conhece direito.

A culpa é das estrelas, p. 39/40.