quinta-feira, 28 de janeiro de 2021
Respeito e empatia em primeiro lugar
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
Não cancele 2020...
Lembro da expectativa que criei para 2020, eram tantos planos, tanta vontade de sair daquela sensação de estar presa a uma vida que não era minha, num lugar onde eu não cabia. Era o ano da liberdade!
A única coisa que me "prendia" havia se encerrado em 2019 e eu só precisava esperar até o começo de Março para resolver a parte burocrática.
Daí Março chegou e me lembrou que eu não controlo nada. NADA.
Uma parte de mim não acreditava que um vírus estava me paralisando novamente, mas a outra parte entendia que ainda tinha muito o que aprender.
2020 foi literalmente o ano que me desafiou do início ao fim, das pequenas às maiores coisas, por dentro e por fora, em todas as perspectivas. Foi o ano em que entendi na real a expressão "tirar o doce da boca da criança". A pandemia tirou o doce da boca da criança, que no caso, era eu. Como assim eu teria que permanecer na vida que eu não queria ter e no lugar que eu não gostaria de estar? Era um pesadelo!
E aos poucos, a duras penas, fui entendendo que sim, o ano seria difícil, mas a questão não estava no número e sim nas escolhas que eu havia feito, nas que eu deixei de fazer, na dependência do coletivo que logo se mostraria egoísta e sem o mínimo de empatia e respeito.
Entendi também o quão importante é olhar para dentro. Por mais que a "casa de dentro" esteja arrumada, sempre há o que limpar e reformular. SEMPRE.
O aprendizado é continuo, do mundo, das pessoas, de nós mesmos. Era o avesso que precisávamos enxergar. Pela perspectiva do difícil que se entende quão simples é fazer o que é fácil. É nas poucas possibilidades que se encontra a prioridade. Tudo se resume ao que você escolhe ser e como você escolhe agir diante das situações.
No fim das contas, tudo se resume a você. Se tratando de pandemia, ficar em casa ou sair? Usar máscara ou não? Respeitar as mortes ou não estar nem aí? É tudo sobre você, repito.
E nesses tantos desafios escancarados que esse ano atípico nos trouxe, o maior sem dúvidas foi sentir medo e mesmo assim, continuar. Sozinho ou acompanhado, em casa, no trabalho, sem trabalho, é preciso continuar.
Então, continue! Só o número que altera, quem precisa mudar mesmo é você!
Priscila Calheiros