segunda-feira, 17 de agosto de 2020

religiosidade não é doença, é falta de caráter

Tinha programado um conteúdo bacana pra essa semana, mas não tem como fugir do assunto, né? Então vamos lá.
Religião é o nome dado ao conceito de denominações as quais pessoas se identificam, por exemplo, budistas, evangélicos, umbandistas, afim de exercerem sua fé.
Religiosidade é essa praga que faz as pessoas se acharem no direito de selecionar o que lhe convém da religião, seja ela qual for, afim de destruir pessoas.
O que vem acontecendo referente a essa CRIANÇA, se trata de uma alienação grotesca de extremistas que não podem ser considerados parte de uma religião, mas sim, doutrinados pela religiosidade.
A religião tem o intuito de aproximar o homem da sua divindade, aquilo que ele acredita ser o seu ser superior, lhe despertar o melhor e lhe ensinar a fazer e ser o melhor.
Eu, que creio em Deus, que faço parte de uma denominação evangélica, não de hoje, venho ficando abismada com a capacidade do ser humano de usar o nome de Deus para mascarar sua podridão. A perplexidade tem tomado conta de mim, todas as vezes que vejo pessoas que deveriam pregar o amor, incitando ódio.
Gente que, em nome de um deus que desconheço, se apossa do que lhe convém para degladiar seu próximo, enquanto esconde sua própria sujeira e pecado debaixo do tapete.
Lembrando apenas que o vento sempre bate, e espalha toda a poeira escondida por aí.
É julgando que automaticamente, se é julgado. É condenando que se é condenado.
O problema não é Deus. Pra mim, pra minha fé, pra o que eu acredito, ele é a solução.
O problema são as pessoas.


Priscila Calheiros

domingo, 16 de agosto de 2020

O amor não dói.


Se te impede, não é amor.
Se te machuca, não é amor.
Se te agride, não é amor.
Se te humilha, não é amor.
Se te aprisiona, não é amor.
Se te diminui, não é amor.
Se te ridiculariza, não é amor.
Se te proíbe, não é amor.
Se te deixa triste, não é amor.
Se te julga, não é amor.
Se te usa, não é amor.
Se te desrespeita, não é amor.
Se te causa medo, não é amor.
Se te magoa, não é amor.
Se te obriga a fazer algo, não é amor.
Se te controla, não é amor.
Se te expõe, não é amor.
Se te atrapalha, não é amor.
Se te engana, não é amor.
Se te sufoca, não é amor.
Se te suga, não é amor.
Se te deprime, não é amor.
Se te oprime, não é amor.
Se te grita, não é amor.
Se te afasta das pessoas, não é amor.
Se te faz questionar quem você é, não é amor.
Se te faz de válvula de escape, não é amor.
Se te procura só quando precisa, não é amor.
Se te deixa sempre esperando, não é amor.
Se te faz chorar mais do que sorrir, não é amor.
Se te explora, não é amor.
Se te ofende, não é amor.
Se te apaga, não é amor.
Se te mata, não é amor.

Priscila Calheiros 

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Silêncio é a forma lúcida de viver.


Eu aprendi desde muito nova que a razão se cerca do silencio; quando lhe gritam esperando que você grite de volta, quando te criticam esperando que você esbraveje, quando os insultos te sufocam a ponto de você se tornar como quem o insultou.
É preciso muita hombridade e elegância para se calar quando, dentro de nós, há a necessidade de explodir. Sim, somos humanos e quase nunca nosso instinto corre pro lado bom. É no obscuro de nós que ele se lança. Cabe a cada um cultivar o que há de bom em si e galgar a serenidade tão necessária para se manter equilibrado neste mundo barulhento.
Precisamos lembrar que cada um dá aquilo que tem, e não importam as circunstâncias, somos nós que escolhemos o que oferecer.
É um exercício diário calar-se, ouvir mais e falar menos, observar mais o íntimo do que o externo. Todos os dias.
Mas, no fim das contas, é muito satisfatório ser a calmaria que não devolve a turbulência, a brisa suave que não adentra a tempestade. É apenas sobre esperar passar e seguir em frente.
Construa em silêncio, sim, mas acima de tudo, se construa em silêncio. O encontro mais espetacular da vida é conosco mesmo. Tudo ao redor são apenas ônus ou bônus. O imprescindível está aqui, dentro.
Silêncio também é resposta. Silêncio é fonte de sabedoria.
Silêncio é a forma lúcida de viver.

Priscila Calheiros

terça-feira, 4 de agosto de 2020

explicar o que a quem para quê?

Mais do que nunca, ultimamente eu estou preferindo ficar em paz. 
Eu me vejo tendo que me explicar pra tanta gente, por coisas tão desnecessárias, tão simples, que só não enxerga mesmo quem não quer.
Mas temos sofrido desse mal, o da falta de interpretação de texto, mas, ainda mais, da falta de interpretação do ser.
Tem que explicar do que gosta e porquê gosta, o que usa e porquê usa, do que quer e porquê quer. Isso tudo é tão chato, porque na real, quem tá com você não precisa de explicações.
Te entende, te respeita, te aceita. Pode não concordar, mas quer você do jeito que você é. Então, se tem que se explicar, precisa rever se está cercado das pessoas certas.
Ser é subjetivo demais para precisar de explicações.
Ser é incrível demais para precisar ser justificado. E, com todo respeito, quem quiser que te acompanhe.

Priscila Calheiros