domingo, 15 de fevereiro de 2015

[x] 20 Regras do desapego - Não se apega, não - Isabela Freitas

1 - Odiar as pessoas não leva a nada. O ódio corrói nosso coração e o deixa fraco pra receber amor.
2 - Fingir que sou insensível e que não me importo não funciona. Eu me importo, sim. E eu choro muito também. E que se dane o que as pessoas pensam disso.
3 - Não adianta tentar segurar as pessoas na nossa vida. Se elas precisam ir, deixe que se vão. O que for de verdade, volta. Se você vai querer de volta, bem, isso a gente não tem como saber, né?
4 - Mudar as pessoas não é algo que esteja a seu alcance. As pessoas só mudam quando querem mudar. E, geralmente, elas não querem.
5 - Fugir das coisas não me livra delas. Só agenda o sofrimento mais para a frente.
6 - As pessoas são falsas, e sempre que tiverem uma oportunidade vão te apunhalar pelas costas. Pelo menos grande parte delas. É que ser verdadeiro é muito difícil.
7 - Amigo de verdade é raro e 90% daqueles que você considera "amigos" são apenas morcegos sugadores de felicidade.
8 - Os homens não são todos iguais. Alguns apenas ainda não amadureceram, assim como as mulheres.
9 - O amor não é brega. Brega são os que não dão uma chance ao amor.
10 - Desistir do outro não é fracassar. É ter a consciência de que algumas pessoas simplesmente não valem o seu esforço. Se não há reciprocidade não é amor. É insistência.
11 - A saudade é a urgência de amar.
12 - A maioria não está sempre certa. Às vezes a perfeição jaz na exceção.
13 - Sorrisos são sempre bem-vindos. Mesmo que dados por um desconhecido na rua.
14 - O mundo gira. Nenhuma tristeza é tão eterna que não deixe um espacinho para a felicidade.
15 - Cair de cara no chão é normal. O difícil é saber se reerguer com um sorriso no rosto.
16 - Quem é inteiro não precisa procurar pela sua metade
17 - Deixar o passado no passado é realmente muito difícil. Mas precisamos disso para seguir em frente.
18 - Eu não preciso ser a "única" de ninguém. Preciso ser a única de mim.
19 - É preciso acreditar nas pessoas, mesmo quando nem elas mesmas acreditam.
20 - Ter a urgência de ser feliz te impede de ser realmente feliz. Deixe que a vida aconteça, porque ela acontece quando estamos distraídos demais para planejá-la...

sábado, 14 de fevereiro de 2015

[+] Sobre ser mãe: Meu sonho, meu milagre, minha herança.

Esses dias estive pensando em um dos meus maiores sonhos: ser mãe. Mas não foi sempre assim. Quando mais nova eu dizia que quando fizesse 18 anos tiraria o útero. Não teria filhos para que eles não passassem pelas mesmas coisas que passei, não teria paciência, não queria engordar ou ter que abrir mão de qualquer coisa por alguém. Uma bela egoísta que eu era.
Mas, durante a adolescência, comecei a sonhar com uma menina. Engraçado que mesmo abominando a ideia de ter um filho, desde sempre eu soube que teria uma menina. Sonhava que tinha acabado de tê-la, ou que a estava embalando para que dormisse. E outros sonhos que não lembro mais. Eu sempre acordava com uma sensação de amor, de carinho, e até mesmo com os braços na posição que tinha sonhado segurando ela. Uma menina branquinha com os cabelos pretos. Minha menina.
Aos 17 (um ano antes da teórica retirada do útero) eu já queria esse filho. Não sabia como e nem porque, mas eu queria. Claro que de menor e dependendo 100% dos meus pais isso não era possível. Ficava apenas nos sonhos mesmo.
O tempo foi passando e isso se tornou mais forte, latente, algo que eu realmente não conseguia mais controlar. Chegava ao ponto de ficar admirando as crianças que passavam pela rua. Como eu queria ter um bebê só meu! Mas como? Precisava no mínimo de um pai. Tarefa difícil.
Houve uma época onde tinha a certeza de ter encontrado o pai dos meus filhos. Fiz planos e estava pronta para que quando me formasse, tivesse meu filho. Mas foi apenas uma desilusão em minha vida. Só alguém que veio para brincar com meus sentimentos e meus sonhos. Daí fui tentando desconstruir a ideia de ter um filho. Não foi fácil, tanto que não consegui.
Hoje não tento mais desistir disso, se terei filhos ou não só vou saber mais tarde. O que sei é que tem um amor tão grande dentro de mim reservado pra essa criança que ainda nem existe, que eu acho que o universo deveria começar a conspirar a favor.
Por mais que eu tenha sobrinhos que amo muito, muito, muito, eu preciso ter a minha criança, que não vai embora no fim do dia ou no fim das férias. Vai ser minha. Me chamar de mamãe, vai precisar de mim, vai me amar, me olhar como se eu fosse o cristal mais precioso que existe.
Eu vou cuidar e amar, amamentar, proteger e ensinar. Vou ter alguém pra chamar de meu. E vou sentir aquela dor insuportável quando tiver que deixar ir. Provavelmente vai puxar a mim e querer ir embora, lógico. Mas eu vou ter a certeza que vai colocar em prática tudo que eu tiver ensinado.
Talvez demore, talvez nunca aconteça, talvez seja em breve, eu não sei. Mas eu espero. Como o noivo espera pela noiva no altar,como esperamos o bolo sair do forno, como as crianças esperam pelo presente do dia das crianças. Eu sei que eu nasci pra esperar por você, meu menino, minha menina. Mamãe ta aqui só guardando esse amor todo pra você (s).
Eu sinceramente não entendo como tem "mães" que doam seus filhos, que os jogam no lixo, que os odeiam. E as que abortam? Matam seus próprios filhos com a justificativa de que não tem problema pois ainda não estavam formados. Ou os matam formados mesmo. Como pode? Enquanto isso, muitas mulheres fazem anos de tratamentos para poder engravidar. Pessoas como eu cheias de amor para dar. Mundo injusto esse mundo. E por isso, também pretendo adotar. Tem amor pra todo mundo!
Tenho pedido a Deus todos os dias para que eu aprenda a esperar. Nada é no meu tempo, mas no tempo dEle. E dói. Esperar, dói! Porém, é o que posso fazer. Não sei quem será o pai, nem quantos anos terei, nem se será mesmo menina, só sei que amarei mais do que me amo.
Estou pronta, te esperando.
Meu sonho, meu milagre, minha herança.

Priscila Calheiros

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

É hora de ir em frente...

A partir do instante em que você está namorando, ou apenas ficando mais seriamente, e isso começa a te fazer mais mal do que bem, é hora de ir em frente. E eu sei que tomar essa atitude é difícil demais; você só consegue se lembrar das coisas boas e se segura firmemente a elas. Por Deus, eu ainda me forçava a lembrar todos os dias a sensação que senti na primeira vez em que o vi. E, nesses últimos tempos, essa sensação não era tão forte. É dado o momento em que o peso de anular todo o mal que a outra pessoa te fez passa a cansar e você se vê quase de joelhos no chão, implorando para que um milagre caia dos céus. Porque nós somos assim, é normal. Gostamos de acreditar que tudo ainda pode mudar, que ainda pode ser como antes, que ainda pode existir faísca em meio aos destroços do incêndio. No entanto, a verdade é que uma vez que a água apagou o fogo, dificilmente ele se alastrará novamente. Dar fim a etapas não é necessariamente um sinal de fracasso. Minha ideia é que é preciso comemorar o que foi positivo e seguir de cabeça erguida para a próxima. Numa boa.

Não se apega, não. - Isabela Freitas

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

[+] O leque, vovó e eu.

Quando eu era criança eu gostava de brincar com o leque da minha vó. Tinha algo mágico, especial em abrir o leque e fazer caras e bocas no espelho. Não sei se era porque aflorava uma parte de mim que queria ser adulta ou porque havia a ilusão de poder naquele instante voltar no tempo e ser daquela geração.
Pois, verdade seja dita, eu nasci na época errada. Sempre me espelhei na conduta da minha vó, e tenho certeza de que, apesar de sofrer pelas questões machistas destrutivas e abomináveis, nelq havia compostura.
Eu deveria achar natural o que costumo ver, mas não acho. Para mim é demais ver meninas de 11 anos vestindo shorts cada vez mais curtos e engravidando pelos cantos escuros da vida. Não acho normal ver "músicas" que decretam a pornografia como cultura para a maioria. Muito menos que o país onde nasci precise de uma lei que proíba reprovar os alunos das escolas públicas, pois precisam mostrar os índices cada vez mais baixos de analfabetos no país. Me recuso a aceitar leis tão brandas para crimes tão bárbaros. Não consigo acreditar que a promiscuidade seja o carro chefe da vida dos jovens de hoje. Uma sociedade onde as meninas são ensinadas pelas próprias "mães" a abortar, e filhos são ensinados pelos próprios pais a bater no negro, no pobre, nos homossexuais, na prostituta, no mendigo, por simplesmente acharem que eles não são dignos e/ou por não concordarem com suas ações e que não haverá punição para isso. Repudio a falta de respeito que se instalou dentro da casa das pessoas, nas escolas, nas festas. Pessoas que andam armadas prontas para matar quem passar pelo caminho. Pessoas que fingem estar dormindo para não dar lugar aos idosos, lugar de direito dos mesmos. Um mundo onde se prolifera a vulgaridade, a imagem que as mulheres são obrigadas a passar é de que são fáceis para não ficarem "sozinhas". Um mundo onde dizer o que pensa pode lhe custar a vida. Pessoas que detestam outras por não ter o que elas LUTARAM para ter. Pai que abusa de filho (a). Mãe que sabe do abuso, mas para não perder o marido ou por crueldade mesmo, permite e acoberta o abuso. Filhos que mandam matar ou matam os pais. A maldição do mundo destruindo famílias, matando sonhos e corroendo vidas, que são as drogas (não só as ilícitas). Casamentos sendo espancados por adultérios, pois se tornou comum "pegar" pessoas comprometidas e postar: "quem não dá assistência, perde a preferência e abre a concorrência". Pessoas que não consertam as coisas, simplesmente, as jogam fora (isso se estende as relações entre as próprias pessoas). Amizades feitas e mantidas a base do interesse, o ódio dominando o coração do ser humano. O mundo virtual que engloba e aprisiona a maior parte da população mundial nas redes sociais. Um mundo onde a garantia é a fabricação de alienados e consumistas, pois quanto mais ignorantes no mundo melhor para quem está no poder, porque terá ainda mais poder sem precisar explicar como, quando e o porque. Uma sociedade medíocre e hipócrita que vai as ruas gritar por mudança e nas eleições usam as próprias mãos para afundar ainda mais o país. Uma terra onde o lema é "se ver alguém morrendo, termine de matar".
Daí você pode me perguntar onde entra o leque e o que eu comecei o texto falando. Na época da minha vó, a maioria dessas coisas não existiam. Sim, existia violência e mentiras e machismo, líderes doentes que mandavam matar pessoas por sua religião ou cor, drogas, doenças e tantas outras coisas, mas se podia andar de bicicleta sem ter que pensar em quantas mensagens deixariam de responder no WhatsApp, brincavam na porta da rua enquanto as mães cozinhavam, sem o pavor de assaltos ou sequestros ou coisas do tipo. As mulheres se portavam com respeito e pudor, afinal suas particularidades interessavam apenas a ela e a seu marido. Não, não sou a favor do "lugar de mulher é na cozinha", mas acho absurdo mulheres e meninas andando quase nuas pelas ruas. Hoje, tudo é tão fácil que os homens nem se dão ao trabalho de tentar conquistar, já vão direto ao ponto. Estamos na era do OU: Chegou, pegou, largou. A maldade tomou uma proporção gigante e, eu pelo menos, acredito que só Deus na causa.
Hoje, adulta, entendo a relação de admiração pelo leque. Era uma maneira de me esconder, viver uma época que nunca poderei viver, uma honra poder imitar minha vó, mas principalmente, representar uma mulher de verdade. Que se orgulha de ser o que é e tem o respeito dos outros. Na época, isso tudo estava guardado no meu inconsciente. Mas era só a preparação para o que eu me tornaria hoje. Ainda tenho muitos degraus a subir, muito o que aprender e melhorar, mas tenho certeza que, se estivesse aqui, vovó teria orgulho de mim.
De mim e do meu manejo com os leques da vida.
Priscila Calheiros