Tenho estado um trapo. Não importa quanto tempo passe, por mais esforço que se faça a gente sempre fica um trapo. Hoje mesmo me olhei no espelho e quis quebrá-lo. Literalmente! Me achei horrível, odiei tudo, meu cabelo, meu corpo, minha aparência, meus pensamentos, minha alma. Não queria pensar que é por causa daquele assunto que não vou mais falar porque sinceramente, acho que ninguém merece o meu sofrimento, mas tenho quase certeza que é.
Agora, eu queria entender porque merda a primeira coisa que se abala é a autoestima. Não precisamos de amor pra nos sentirmos bem ou bonitos. Tá, eu sei que não é verdade. Mas poderia ser. Principalmente quando o amor não vai muito com a nossa cara.
Mas enfim, tô um caco. Um bagaço. Um lixo. Pior que nem sei o que fazer pra mudar isso, nem sei se tem algo para fazer. Paciência. Aliás, tem sim, bastante coisa pra fazer. Tipo, meu relatório de estágio que eu não tenho ânimo pra continuar. Aliás (mais uma vez), eu não tenho ânimo para nada. Absolutamente NADA. Queria poder dormir até 2015 pra ver se as coisas melhoravam. Mas do jeito que eu tô ferrada nesta vida, eu ia acordar e os problemas teriam se triplicado. Mas pelo menos eu descansaria meu corpo e um pouco da minha mente. Tô muito cansada, angustiada, triste. Não deveria estar, mas estou. Me procuro e não me acho, onde estaria escondida? Dentro de mim mesma ou naquela rua que eu passei há alguns anos?
Não tenho forças nem para voltar e tentar procurar, vou ter que aprender a conviver com o que restou de mim, essa pessoa sem vontade, sem alegrias, com o riso forçado. Com as pálpebras pesadas, corpo dolorido, estômago revirado, sono perdido. Fim de carreira. Não, esse texto não é terrorista ou desencorajador. Muito pelo contrário: QUERO DIZER A VOCÊ QUE POSSA LER ESSE TEXTO, QUE VOCÊ PODE E DEVE NÃO SE TORNAR ISSO. NÃO PERMITA QUE NINGUÉM TE MACHUQUE, TIRE SUA PAZ OU TIRE SEU AMOR PRÓPRIO. Nem pai, nem mãe, nem namorado (a), nem amigos, N-I-N-G-U-É-M. E acima de tudo, não desista de você mesmo. Esse foi meu pior erro. Desisti de mim, dos meus sonhos, não foi culpa de ninguém, eu quis assim.
Só não sei como voltar atrás. Também, nem sei se quero. Já fiz tanta besteira na vida que talvez no caminho de volta, o que eu verei será pior do que as lembranças que tenho.
Cansada, precisando de férias, esperando por um milagre.
Vai ser como se nunca tivesse acontecido. Fé nisso! Vai passar.
Priscila Calheiros