domingo, 16 de agosto de 2020

O amor não dói.


Se te impede, não é amor.
Se te machuca, não é amor.
Se te agride, não é amor.
Se te humilha, não é amor.
Se te aprisiona, não é amor.
Se te diminui, não é amor.
Se te ridiculariza, não é amor.
Se te proíbe, não é amor.
Se te deixa triste, não é amor.
Se te julga, não é amor.
Se te usa, não é amor.
Se te desrespeita, não é amor.
Se te causa medo, não é amor.
Se te magoa, não é amor.
Se te obriga a fazer algo, não é amor.
Se te controla, não é amor.
Se te expõe, não é amor.
Se te atrapalha, não é amor.
Se te engana, não é amor.
Se te sufoca, não é amor.
Se te suga, não é amor.
Se te deprime, não é amor.
Se te oprime, não é amor.
Se te grita, não é amor.
Se te afasta das pessoas, não é amor.
Se te faz questionar quem você é, não é amor.
Se te faz de válvula de escape, não é amor.
Se te procura só quando precisa, não é amor.
Se te deixa sempre esperando, não é amor.
Se te faz chorar mais do que sorrir, não é amor.
Se te explora, não é amor.
Se te ofende, não é amor.
Se te apaga, não é amor.
Se te mata, não é amor.

Priscila Calheiros 

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