Se vê que o ex ou a ex está
feliz com alguém: deixe quieto. Não atrapalhe. Engula a aspirina do orgulho com
copo d'água.
O
novo namorado ou namorada é um ferrolho. Lembra da brincadeira de
polícia-ladrão da escola? Não é para continuar no encalço. Suspenda a
perseguição dos pensamentos. Evite as canções de fossa. Mude de playlist.
Nenhuma
alegria alheia deve servir de ameaça. Não está competindo com ninguém, ainda
mais com irônico futuro relacionamento de uma história anterior. Não vale a
pena ser insubstituível se pode ser inteiro sozinho.
Desapegar-se
é a única despedida sincera.
Não
seja avarento com cismas e impasses antigos. Prescreveu a dívida assim que o ex
ou a ex começa a namorar.
Desative
a vingança. Não mande mensagens e indiretas. Não cerceie com likes. Não teste o
seu poder e influência por vaidade. Abandone a guarita de vigilância do
Facebook.
Desaparecer
é elegância. Desaparecer é grandeza. Desaparecer é caráter. Desaparecer é
chique.
Não
alimente ressentimentos com grupo em comum de amigos. Não plante insinuações.
Não agoure que a infelicidade volta para onde partiu.
As
crises não foram resolvidas dentro da relação, não é de fora que enxergará uma
solução. Ciúme é sentimento interno, inveja é sentimento externo. A inveja
continuará desastrosamente a sina do ciúme, sem efeito algum.
Siga
adiante. Tem lacunas que não têm mesmo conserto, incompreensões que serão
silêncios. O que resta é a serenidade de desistir, em vez de remendos e
costuras inúteis. O desespero apenas cria chantagens e distorções - não é
conselheiro, nem fiador.
Na
hipótese de achar que o outro não é merecedor de paz, pense que a recente companhia
não tem nada a ver com o inferno de vocês. Não envolva gente inocente num amor
destruído. Pode machucar e ferir de modo desnecessário.
Pare
de stalkear e comparar, pare a mandinga e a torcida macabra. Olhar o passado só
traz torcicolo. Fixar-se no passado só gera cãibra.
Fonte:
Arte: Escher

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