Depois do susto, só agradecer.
Hoje, estávamos indo para a igreja, eu e Lucas, e fomos assaltados. Sabe
aquelas tirinhas que mostram dois caras de moto e a pessoa quase infartando?
Fomos nós hoje, sem graça nenhuma.
Quase chegando na igreja, conversávamos sobre não comprar uma casa naquela rua por ser feia e pelo matagal que havia de frente. Havia uma sequência de casas, um espaço entre elas e novamente outra sequência, até chegar na rua principal. Neste espaço, quando olhamos para o lado, haviam dois homens de moto passando na outra rua. Sinceramente, em momento algum pensei que eles viriam em nossa direção. Era só uma moto. Assim que nos viram, seguiram em frente e vieram na rua que estávamos. Eu continuei andando e falando por uns segundos, até que percebi que Lucas não estava do meu lado. Foi aí que eu ouvi uma voz dizendo: "passa o celular, passa o celular".
Quando virei e olhei para trás, Lucas estava entregando o celular e o elemento pediu também o relógio. Minha intenção foi voltar e parar na frente dele, pedindo que não fizesse nada com meu sobrinho. Mas minhas pernas estavam paralisadas, graças a Deus. Eles pegaram e saíram como se nada tivesse acontecido. Eu fiquei tão chocada que mesmo tendo visto a situação, perguntei se eles tinham levado as coisas dele.
Eu estava com a bíblia na mão e meu celular estava dentro. Pode ser que tenham pensado que ali não tinha nada, pode ser que nem tenham me visto, não sei.
O que eu sei é que mais uma vez, a mão de Deus esteve presente. Eu fiquei tão cega que não enxerguei a arma apontada nele, porque aí sim eu teria ido pra frente dele.
Não estou escrevendo isso para dizer que fui "salva" porque estava indo para a igreja ou porque tinha uma bíblia na minha mão. Estou escrevendo isso para que você veja como Camaçari está jogada às traças, para que você veja a importância de não reagir a um assalto, mas, principalmente, para que você veja a fidelidade de Deus em nossas vidas.
Você pode até pensar que Deus poderia ter nos livrado do assalto, e sim, poderia. Mas assim que tudo aconteceu e nos deparamos com policiais que nos ouviram e foram super atenciosos conosco, enquanto Lucas falava, eu só conseguia pensar no meu estado atual. Eu agradeço por tudo, tenho fé, mas não é o suficiente. Então às vezes, a gente precisa VER e VIVER o livramento para agradecer mais, pois sempre é pouco diante de tudo que Deus nos faz.
Eu escrevo isso, para que, acima de tudo, você possa entender que eu não fui tocada e sequer enxergada naquele assalto e a vida de Lucas foi preservada (o maior milagre de todos, com certeza!) não porque a gente tava indo para igreja, mas sim, porque Deus cuida de nós o tempo todo.
Assim que entrei na igreja cantou uma das músicas que tem muito falado comigo, que diz assim: "Estou de pé na presença do rei, tua glória está aqui, Teu amor liberta-me... Que se abram os céus, o teu reino vem, nossa fé está no nosso Deus". Eu chorei, só chorei repetindo obrigada, obrigada e obrigada.
Não foi por mim, não foi por Lucas (apesar de sermos poupados por amor), não foi pela bíblia, não foi pela igreja.
Foi porque eu sabia a quem eu estava indo adorar esta noite. Não importa sua religião, sua igreja, sua crença. Deus é Deus! E como disse o pastor hoje: "Ele não se atrasa".
A fidelidade de Deus é algo que precisamos aprender constantemente. Não importa aonde você esteja e o que você esteja fazendo, Deus cuida de você. E isso basta.
Só obrigada, Abba, obrigada.
Quase chegando na igreja, conversávamos sobre não comprar uma casa naquela rua por ser feia e pelo matagal que havia de frente. Havia uma sequência de casas, um espaço entre elas e novamente outra sequência, até chegar na rua principal. Neste espaço, quando olhamos para o lado, haviam dois homens de moto passando na outra rua. Sinceramente, em momento algum pensei que eles viriam em nossa direção. Era só uma moto. Assim que nos viram, seguiram em frente e vieram na rua que estávamos. Eu continuei andando e falando por uns segundos, até que percebi que Lucas não estava do meu lado. Foi aí que eu ouvi uma voz dizendo: "passa o celular, passa o celular".
Quando virei e olhei para trás, Lucas estava entregando o celular e o elemento pediu também o relógio. Minha intenção foi voltar e parar na frente dele, pedindo que não fizesse nada com meu sobrinho. Mas minhas pernas estavam paralisadas, graças a Deus. Eles pegaram e saíram como se nada tivesse acontecido. Eu fiquei tão chocada que mesmo tendo visto a situação, perguntei se eles tinham levado as coisas dele.
Eu estava com a bíblia na mão e meu celular estava dentro. Pode ser que tenham pensado que ali não tinha nada, pode ser que nem tenham me visto, não sei.
O que eu sei é que mais uma vez, a mão de Deus esteve presente. Eu fiquei tão cega que não enxerguei a arma apontada nele, porque aí sim eu teria ido pra frente dele.
Não estou escrevendo isso para dizer que fui "salva" porque estava indo para a igreja ou porque tinha uma bíblia na minha mão. Estou escrevendo isso para que você veja como Camaçari está jogada às traças, para que você veja a importância de não reagir a um assalto, mas, principalmente, para que você veja a fidelidade de Deus em nossas vidas.
Você pode até pensar que Deus poderia ter nos livrado do assalto, e sim, poderia. Mas assim que tudo aconteceu e nos deparamos com policiais que nos ouviram e foram super atenciosos conosco, enquanto Lucas falava, eu só conseguia pensar no meu estado atual. Eu agradeço por tudo, tenho fé, mas não é o suficiente. Então às vezes, a gente precisa VER e VIVER o livramento para agradecer mais, pois sempre é pouco diante de tudo que Deus nos faz.
Eu escrevo isso, para que, acima de tudo, você possa entender que eu não fui tocada e sequer enxergada naquele assalto e a vida de Lucas foi preservada (o maior milagre de todos, com certeza!) não porque a gente tava indo para igreja, mas sim, porque Deus cuida de nós o tempo todo.
Assim que entrei na igreja cantou uma das músicas que tem muito falado comigo, que diz assim: "Estou de pé na presença do rei, tua glória está aqui, Teu amor liberta-me... Que se abram os céus, o teu reino vem, nossa fé está no nosso Deus". Eu chorei, só chorei repetindo obrigada, obrigada e obrigada.
Não foi por mim, não foi por Lucas (apesar de sermos poupados por amor), não foi pela bíblia, não foi pela igreja.
Foi porque eu sabia a quem eu estava indo adorar esta noite. Não importa sua religião, sua igreja, sua crença. Deus é Deus! E como disse o pastor hoje: "Ele não se atrasa".
A fidelidade de Deus é algo que precisamos aprender constantemente. Não importa aonde você esteja e o que você esteja fazendo, Deus cuida de você. E isso basta.
Só obrigada, Abba, obrigada.
Priscila
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