sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Para o meu melhor (e único) namorado.

"Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto"


Passamos seis meses sem nos falarmos, nenhum contato ou ligação. Sem mensagens no Whatsapp, sinal de fumaça ou olhos nos olhos. Desde a última ligação, meio confusa, meio sem nexo, escuto o som da sua voz como se fosse uma canção de ninar, todos os dias. Ouço sua gargalhada, aquela que cortava nossas conversas bobas, que eu tanto adoro. Sinto seu toque, tão intenso e urgente, necessário como sangue correndo nas veias.
Ah, meu amor, eu não sei como nem quando, mas você passou a ser parte de mim. Desconfio que só exista Priscila, se for ao seu lado. E hoje, ontem, aliás, tomei coragem em te dizer que sinto sua falta. E como sinto! Lembro que quando nos conhecemos, eu achei que não daria certo. Pela nossa diferença de idade, de mente, de mundo. Mas você caiu de paraquedas em minha vida, e foi aí que tive a certeza que não daria certo. Porém, eu precisava que desse, sabe? Eu precisava dessa vida toda que só você tem. 
Foram só algumas mensagens trocadas, indiretas lançadas e questões intercaladas, para me mostrar o quanto ainda sou sua. O quanto gostaria de entender onde nos perdemos, quando acabou e porque só tenho a saudade ao invés de te ter. Foi teu jeito solto que me lembrou do quanto ainda estou presa a você. Foi seu jeito de não ligar para nada que me fez ligar para tudo.
São meses sem te ver, e uma vida inteira pra te amar. Injusto isso, não é? Como cantaria Caetano, "você não me ensinou a te esquecer, você só me ensinou a te querer e te querendo vou tentando me encontrar...". 
Você sempre dizia que eu parecia um furacão, pela minha urgência de ser e viver. E agora, eu só queria ser o furacão que bagunçaria sua vida, só pra ter ela na minha.
Me diz amor, o que faço com toda essa saudade que só diz para onde quer voltar? Que faço com os beijos que são só seus, com o verbo amar que eu aprendi direitinho a conjugar?
Tão fácil me render a sua alteza, tão difícil dizer adeus a sua nobreza...


Priscila Calheiros





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