terça-feira, 1 de agosto de 2017

Tem dores que vem para nos ensinar... o mais indicado a se fazer é aprender.

Tem dores que a gente não consegue suportar. Tem nãos que são como espadas entrando em nossa carne. Tem adeus que nos mata, mesmo que a gente continue vivo.
Acho que minha imaturidade não me permite superar, sabe? Eu sinto e pronto. E sangro, e me acabo, e me desgasto.
Engraçado como numa semana, o amor é tudo que nos move, nos encoraja, nos dá forças para qualquer coisa. Na outra, o mesmo amor que te fazia ser forte te despedaça em micro fragmentos, e você nem sabe por onde começar a catar. Você não sabe nem se quer mais catar, pois já recolheu tantas vezes que prefere deixar tudo no chão, espalhado, pra ver se ninguém bagunça mais.
Tem dias que a gente quer voar por aí gritando pros quatro cantos que amamos e somos amados. Que nada pode nos parar, somos invencíveis. Tem dias que, além de estarmos com as asas quebradas, não temos voz pra gritar, alguém pra nos amar e nem amor para nos amar, cuidar dos próprios hematomas de mais uma queda na vida.
Dizem por aí que amar dói, mas o que dói de fato é amar alguém que não te ama. É amar alguém que não é forte o suficiente para ficar ao seu lado. E pior, dói é amar alguém que não acredita no seu amor.

Tem dores que vem para nos ensinar. Outras, para nos moldar. Mas, tem dores, que vem para nos fazer entender de uma vez por todas para onde não devemos voltar. Em todas elas, o mais indicado a se fazer é aprender.

Priscila Calheiros



Nenhum comentário:

Postar um comentário