domingo, 30 de novembro de 2014

[+] E bate as asas pq o tempo é curto...

Tem pouco tempo, tem beleza, encanto e remelexo.
Tem inocência, ilusão e até mesmo paixão.
Dança como se fosse gente, baila como se fosse pião.
Chora como uma menina, voa como borboleta.
Nasce livre, se prende a vida e sua dureza.
Ama intensamente e não sabe desamar, sofre suas tragédias, sempre a se afogar.
Corre descalça pela areia, pula de mar em mar.
Sonha com o príncipe encantado, mas não sabe se ele é rei.
Tem medo do casulo, mas pra aprender, essa é a primeira lei.
Tem unhas coloridas, asas e vidas perdidas.
Medo de ser menina, certeza das idas e vindas.
Sabe ser rainha, mas se perde com plebeus.
Conquista o impossível, mas sempre perde aquilo que é seu.
Tem nome de princesa, honra de camponesa.
Pode ser qualquer coisa, escolheu ser o amor seu.
Muitas em uma só, mas pertence a um moço só.
Brilha como sol, transcende a luz da lua, seu cabelo se diverte com o vento, sua alma é linda nua.
Tão formosa, tão boneca, suas mãos são como algemas.
Seu pulso prende o forte, seu maior sonho, sua maior sorte.
A certeza de ser feliz, escondida e sempre aprendiz.
Multicolorida, encantada essa menina.
Escolheu ser dele até a eternidade, mas agora, tem que lidar com a saudade.
Menina, moça, mulher. Borboleta que dança, esperança, sempre é.
Foge da escuridão, sua luz irradia a multidão.
O que for pra ser seu, virá. O que não for, o vento levará.
Brilha como diamante, sempre terá seus amantes.
Uma vida inteira a bailar, juntos, você, o céu e o mar.
Priscila Calheiros
Obs.: Declaração de amor para uma borboleta sem asas, uma princesa que redescobriu o maior dos amores: o PRÓPRIO.

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