sexta-feira, 22 de agosto de 2014

[+] Medo da morte dos outros...

Esses últimos tempos tem morrido tanta gente e eu sinceramente estou em pânico. Não tenho medo de morto que volta do além pra assombrar ou medo de eu mesma morrer. Também não quero morrer por agora ou nada do tipo, ainda tenho muito o que viver e algumas correções a fazer nessa minha vida bagaçada, mas simplesmente não tenho medo do dia que eu tiver que ir. Mas tenho pânico, pavor e até mesmo fobia de perder os outros. Medo de perder as pessoas que amo. Nem sei lidar com isso. Saber que não vou mais ver, tocar, sentir a pessoa. Que tantas coisas podíamos viver e não teremos mais oportunidade.
Imagina que até mesmo a morte do candidato a presidência Eduardo Campos mexeu tanto comigo como se tivesse sido alguém de minha família. E quando essas coisas acontecem, eu fico com aquela sensação medonha de que da próxima vez será com alguém meu. É egoísta dizer isso, mas as pessoas que amo são minhas.
E por mais que a gente esteja decidido a viver, lutar pelo que queremos, aproveitar cada segundo, sempre achamos que nunca irá acontecer conosco. Achamos que viveremos todos felizes para sempre como nos contos de fadas que os personagens nunca morrem, simplesmente são felizes para sempre. Fico tão grilada com esse negócio de morte que chego a ser chata falando da importância de dizer pro outro o quanto ele é importante, dizer e demonstrar que ama, aproveitar cada momento porque não sabemos se será o último, mas é a mais pura e dolorosa verdade: estamos aqui só de passagem. Não sabemos nem o dia e nem a hora. E mesmo assim, brincamos de rabiscar a vida como se fóssemos ter tempo para passar a limpo, insistimos em picuinhas e desavenças como se fóssemos ter tempo para perdoar ou ser perdoado. Como se pudéssemos deixar a pessoa que amamos de lado enquanto aproveitamos outras pessoas e outras coisas e a hora que estivermos afim, voltamos e teremos a pessoa ou a coisa de volta.
A vida é só um sopro, já aprendi isso faz tempo. E se eu puder aconselhar, será exatamente sobre isso: a vida é como uma vela, ela pode durar até se desgastar por completo, ou pode se apagar no decorrer do tempo. E sim, você até pode ter outras velas, de vários tamanhos, cores e formas, mas aquela vela em específico, não voltará mais.
Então, trate de amar e cuidar de quem você ama, esteja por perto, não abandone ou deixe quem quer que seja encostado num canto como se fosse um móvel que está fora de moda e poderá voltar em alguma época da vida como uma moda retrô. Viva o aqui e o agora, porque como diz Pitty, semana que vem pode nem chegar.
Priscila Calheiros

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