Hoje deu vontade de escrever sobre saudade. Mas não é uma saudade de alguém. Não! É saudade de ser criança, de brincar de bola com os meninos na rua, brincar de boneca, comer mais doce do que mainha deixava, não ter preocupações, contas pra pagar, coração partido pra tentar curar. Não! A vida era brincar e brincar. Era tudo tão simples, tão pequeno mas ao mesmo tempo tão grande. E porque que a gente cresce e tudo dificulta? Porque a gente passa a viver como se fôssemos de pedra e não de carne e osso?
Aprendemos que devemos ser duros e acabamos por perder a essência de pureza que temos quando pequenos, e a vida vai passando e quando vemos, já perdemos quase tudo. Nos colocamos em grades e achamos que quanto mais sozinhos e autosuficientes, melhor estaremos, porém estamos enganados. Quando crianças somos felizes exatamente porque sabemos dar importância às pessoas e aos momentos. Não trocamos e nem abrimos mão de nossos amigos e muito menos perdemos tempo com brigas e desentendimentos, mas acima de tudo, vivemos cada segundo como se fosse o segundo em que nossa mãe chama a gente pra entrar e a brincadeira acaba. Não perdemos tempo, tudo o que vivemos é ganho. E infelizmente, nós esquecemos disso quando crescemos.
Nós esquecemos de ser criança e nos tornamos adultos, sem saber como viver.
Priscila Calheiros
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