Essa semana o povo resolveu ter voz e foi às ruas gritar
pelos seus direitos. Como estavam dizendo, não foi só pelos 0,20 centavos a
mais nas passagens, mas foi pela lavagem de dinheiro no senado, foi pelas
crianças que estão nas ruas, foi pela ordem e o progresso que o Brasil NÃO tem,
pela palhaçada que é esse país. Enfim, a nação se comportou como tal e se fez
ser vista. O Brasil foi um dos assuntos mais falados no MUNDO e fez algumas
lideranças estremecerem.
Só posso dizer que estou cheia de orgulho de fazer parte da
geração que foi às ruas lutar pelos seus direitos, que soube o que fazer e que
fez. Que cansou de esperar por mudança, que parou de acreditar nas promessas e
que, acima de tudo, mostrou quem realmente é grande. Mostrou que tem capacidade
e inteligência para entender que se tem dinheiro pra copa, tem pra saúde,
educação, pra segurança. Porque não se come bolas e estádios de futebol, não se
estuda em 90 minutos de jogo e nem se é atendido pelos médicos ilustres das seleções.
O povo tem que “pagar pau” e pegar sua fila no SUS e se tiver sorte, conseguir
pegar a senha pra ser atendido pelo médico. Tem que ver seus filhos com um
PÉSSIMO ensino nas escolas públicas porque a maioria dos professores não são
capacitados e não tem estímulo pra ensinar. E nos casos mais críticos, tem que
ver seus filhos morrendo com uma bala perdida sem a mínima segurança. Esse é o
país da copa, o país verde-amarelo que pára pra assistir aos jogos enquanto os
futuros da nação estão virando traficantes.
Eu não tenho nada contra jogos, pelo contrário, amo meu país
e torço sim para que a seleção ganhe. O problema é que, se tem dinheiro pra
investir no futebol, TEM QUE TER pra população que trabalha pra ganhar um
salário mínimo, esse que no fim do mês tem um monte de coisa sendo descontado
(acho isso um absurdo).
O povo tem voz e precisa mostrar que tem. Mas como em tudo,
tem um lado positivo e um lado negativo. Tiveram os incapazes que foram às ruas
quebrar, destruir, roubar e denegrir a imagem do manifesto. O que não
conseguiram, já que a maioria estava protestando de forma pacífica. Esses sim,
são os fortes, guerreiros, que não precisam ser vândalos para serem ouvidos.
Esses gritaram mesmo se tivessem ficado calados.
Eu como formadora de opiniões, como ser humano e pessoa
pronta pra lutar pelo que eu quero, espero que não acabe por aqui, que de forma
pacífica façamos à diferença e continuemos protestando contra curas gays,
imposição de gente suja, nosso dinheiro sendo roubado, atos médicos, Felicianos,
pobreza, falta de investimento na nossa gente, falta de caráter dos ditos
líderes do Brasil. Nós somos o povo, somos a nação e a decisão é nossa! O
gigante finalmente mostrou a sua cara!
Priscila Calheiros
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