Muito provavelmente você como eu está cansado. Desgastado, impaciente, se perguntando quando isso tudo vai acabar.
Olhando para fora e sonhando, olhando para dentro e despertando (Obrigada, Jung!). Sim, isso foi um trocadilho.
Mas, sabe, você como eu está conseguindo. Chora, deita, levanta, toma um banho, se pergunta que dia da semana é, tenta ter esperança e logo em seguida, chora de novo. Mas você tem vencido, um dia de cada vez.
Pode estar se agarrando a fé em algo superior, ou a fé em dias melhores, ou se apegando a ciência. Não importa a quê, mas está te fazendo continuar.
E sim, tem sido muito difícil lidar com as emoções em época de quarentena. As vezes a vida já é tão difícil, tão complicada, e sem válvulas de escape se torna ainda mais complicado. Tivemos que nos lembrar de tanta coisa que havíamos esquecido, não é mesmo? Tivemos que voltar às origens, ao básico, ao que realmente importa.
E não, não é fácil. Precisar de coisas bobas, sentir falta do que batíamos no peito dizendo não sentir, remanejar alguns sonhos, reprogramar praticamente todo um ano!
Mas você está conseguindo. Você está firme na missão de, em meio ao caos, se tornar alguém melhor. Mais evoluído, mais maduro, mais consciente, mais forte.
Foi preciso voltar alguns passos, para lá na frente, dar passos mais longos. Diminuimos o agito da falta de tempo e caímos de paraquedas no tédio da falta de rotina. A falta se tornou pauta.
Mas nós ainda estamos aqui, tentando. E é tentando que passaremos por tudo isso, eu e você, resistindo. Lutando. Subindo e descendo nesse mar de emoções que somente nós, seres humanos temos acesso.
O que faremos depois? Espero eu que, colocar em prática, tudo aquilo que aprendemos enquanto passávamos pela prova, já que faltamos antes à algumas aulas.
Vai passar.
Priscila Calheiros
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