- Podemos nos ver de novo? - perguntou, e havia um nervosismo fofo na voz dele.
Sorri.
- Claro.
- Amanhã?
- Paciência, Gafanhoto - aconselhei. - Assim vai parecer que você está ansioso demais.
- Exatamente. Foi por isso que falei "amanhã". Quero ver você de novo hoje à noite. Mas estou disposto a esperar a noite toda e boa parte do dia de amanhã. Revirei os olhos.
- Estou falando sério - ele disse.
- Você nem me conhece direito. - Peguei o livro de dentro do console. - Que tal se eu ligar para você assim que acabar de ler isto?
- Mas você não sabe qual é o número do meu telefone. - ele disse.
- Tenho motivos para acreditar que você anotou o número no livro.
Ele abriu aquele sorriso meio bobo.
- E você ainda diz que a gente não se conhece direito.
A culpa é das estrelas, p. 39/40.
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