“Se és
uma gota d’água não
pretendas
ser o lindo e poderoso Sol, pois
uma
simples nuvem pode impedi-lo de
iluminar
a Terra.
E o que
é a nuvem senão um conjunto
de
pequeninas gotas?! Feliz é a ‘gota’ que
descobrir isso.”
“Se fores
uma
nuvem, contenta-te e não queiras ser
a forte
e dura rocha que enxergas, lá
embaixo,
nas encostas do mar. Porque a
rocha
um dia não existirá mais. E quem a
destruirá?
Serão
outra
vez as gotinhas d’água que, vestindo
roupa
de nuvem, depois, cairão como chuva
e,
fantasiadas de riacho, correrão para o
mar.”
“E caso
já
sejas
um pequeno riacho não lutes para ser
o mar,
pensando que por ser poderoso o
mar não
tem problemas. Todos os têm. O
mar
ruge e sofre sendo chicoteado dia e
noite
pelo vento que o impele contras as
encostas
das montanhas. O vento cavalga e
açoita o mar.”
“Mas se
és o
mar,
não tentes ser, então, aquela parte
alta da
imponente montanha que não tem
contato
com a erosão causada pelas águas.
Porque
o vento, que não dá tréguas ao mar,
incomoda
também a montanha e, aos
poucos,
vai destruindo-a pelos milênios
adiante.
Como o vento é poderoso! O que
pode incomodá-lo?”
“Então,
pela ilusão de querer ser o
outro,
talvez penses: ‘Quero ser o vento!’
E outra
vez te enganas! O vento
segue a
mesma lei do Universo. Para existir
e ser
forte, o vento depende do calor do Sol
que, ao
aquecer o ar, o faz nascer. O vento
não
existirá se o Sol não quiser. Aquele
mesmo
Sol que é ofuscado por um conjunto
de
gotinhas...a nuvem! A lei máxima do
Universo
é: O ÚNICO QUE NÃO TEM
LIMITAÇÕES É DEUS.”
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