quinta-feira, 6 de setembro de 2012

[+] (...) É um amor amigo, companheiro, físico, egoísta e sincero.

Sabe quando você ama uma pessoa de montão e não sabe expressar isso? Quando você está com ela tudo fica mais bonito, mais calmo, mais sereno.
Vocês dois juntos fazem uma combinação perfeita, um é o côncavo, o outro é o convexo. São amigos, irmãos, as asas um do outro, o mar que o outro navega. São as mãos dadas, o calor de um carinho, a poesia das conversas nem nexo. Eles são um do outro, de uma maneira técnica e avançada. Eles se querem um perto do outro, como uma necessidade básica de sobrevivência.
Mas algo os impede de estar juntos: A necessidade de outros olhares, de outras mãos, de outros terrenos. Cada um, procura em outros corpos aquilo que eles só achariam neles mesmos. E o pior, eles são um do outro e nem sabem disso. Se veem apenas como melhores amigos e nem percebem que se conquistam todos os dias.

Um fato que eles nem percebem, porque estão tão preocupados em achar o que estão procurando que já acharam e nem se deram conta.
É um amor amigo, companheiro, físico, egoísta e sincero. Eles não se permitem um ao outro, mas também não se permitem ser de outros. E continuam buscando, procurando, almejando aquilo que já tem. Ninguém entende porque eles ainda não estão juntos. Só eles não enxergam. Quem sabe, uma hora, como num susto, eles se vejam sendo deles mesmos e parem de se perder, e enfim, se achem.


Priscila Calheiros

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