Hoje, mais um dia daqueles, resolvi escrever. Engraçado como sempre que to meio triste, meio estranha me deparo escutando Adele. Não sei se tem alguma coisa haver, mas de fato as músicas que eu escuto nesses momentos são do gênero ‘depressivas’.
To me sentindo meio frustrada, tomei algumas decisões que me
afastaram de algumas pessoas, pessoas essas que eu to sofrendo muito em ficar
longe. Decisões que não deram certo, pelo menos não por enquanto e que estão me
custando muito. É bem complicado porque não sei lidar com perdas e muito menos
com frustrações. Fora que to me sentindo muito sozinha, e isso às vezes é
insuportável.
Eu sei que eu tenho que crescer, mas quando a gente é
criança ninguém nos ensina como é e o quanto é difícil.
Crescer requer responsabilidades, requer decisões certas e
erradas e as consequências que essas decisões nos trazem. Pra mim, isso deveria
ser matéria na escola.
Crescer não dói fisicamente, mas dói mentalmente. Minha cabeça
parece um furacão, até mesmo quando estou dormindo. Tem uns dois dias já que
acordo, em seguida durmo de novo e tenho aqueles sonhos estranhos, em lugares
que eu nunca fui daí acordo de novo e vejo que não foram nem 15 minutos. Durmo
mais uma vez e já tenho outro sonho maluco, em outro lugar, com outras pessoas.
To entrando em paranóia!
To sentindo uma saudade da minha mãe, porque por mais que eu
brigue com ela, eu me sinto segura quando olho pra um cômodo da casa e vejo que
ela está lá.
É difícil crescer, é difícil ter que tomar decisões, mas
mais difícil do que essas coisas, é ficar longe de minha mãe.
Eu espero que esse momento passe logo, to esperando por essa
tal felicidade que me dizem que esta vindo pra mim. Mas sinceramente, paciência
não é meu forte. Que acabe logo, que eu seja feliz, que eu aprenda a esperar,
que eu tenha sorrisos pra sorrir.
Priscila Calheiros.
14/06/12
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