Esses tempos estou tão desanimada que nada tá fluindo. Mas Segunda-feira, enquanto eu via a Lua linda ficar vermelha (eu vi laranja!), veio inspiração pra escrever. Vamos aproveitar então, pois está raro esse paranauê.
Pelo que li, outro fenômeno desse (Eclipse da Superlua) só daqui à 30 anos. Não entendo nada de Lua e planetas e sistema solar, além de que são redondos. E hoje não estou aqui para falar sobre a Via Láctea. Vou falar sobre o amor IMPOSSÍVEL entre o Sol e a Lua.
Como diz a música de Charlie Brown Jr., "me sinto muito bem quando vejo o pôr do Sol, só pra fazer nascer a Lua...". Pois bem, para a Lua aparecer o Sol tem que ir embora. Como namorar desse jeito?
Ele ilumina a Terra com toda sua magnitude, mas no fim do dia, se rende a Lua e a deixa brilhar. Que amor é esse que sai de cena para deixar o espetáco para o outro? Pra mim, não há caso de amor mais bonito.
Eles se amam, mas não podem ficar juntos. Se desejam, mas não podem se tocar. Se conquistam todos os fins do dia e se despedem a cada novo amanhecer. Mas desde que mundo é mundo, vivem esse amor impossível.
Muitos casais, na primeira briga, terminam. Estamos em tempos onde nada é para durar e esquecemos do valor de estar junto. De como é importante perseverar naquilo que de fato é importante. De que é tão bom ter alguém em quem recostar depois de um dia cansativo.
Achamos lindo os fenômenos lunares, os eclipses, nos maravilhamos com o espetáculo da natureza e nem percebemos que o Sol e a Lua se encontram de tempos em tempos, e aproveitam o máximo o pouco tempo que tem juntos. Eles se amam acima de nossos olhos, sem medo de se encaixarem. Dançam pelo céu estrelado, unidos por um amor incondicional. Se tornam um só e não estão com celulares nas mãos ou ocupados com outros seres celestes. Eles são e estão um para o outro! Eles se completam, se desnudam, se transbordam. Talvez até explodam depois do amor, como nós, humanos.
Enquanto contabilizamos os minutos, eles vivem os segundos como infinitos. Se entrelaçam na exuberância da Galáxia, como se só eles existissem. Aguardam minunciosamente pelo momento em que vão se encontrar, sem reclamar ou desistir, demore o tempo que demorar.
Eles não podem andar de mãos dadas, fazer amor todas as noites, ter filhos, passear no parque, almoçar juntos em Domingos com a família nem dormir de conchinha nas noites frias. Mas você pode tudo isso. E pode estar jogando a oportunidade da sua vida fora.
Tá esperando o que pra ir ser feliz? Tá esperando o quê pra dizer sim? Pra abraçá-la? Pra dizer o quanto o ama? Pra bater na porta dele e pedir perdão?
Que sejamos como o Sol e a Lua, que possamos viver num eterno eclipse. Que mesmo sem entender nada de Astronomia, aprendamos a contemplar a arte do encontro. Que o amor seja maior que a espera. Que eu seja a Lua que ilumina as noites dele, e ele, seja o Sol que aquece meus dias.
Pelo que li, outro fenômeno desse (Eclipse da Superlua) só daqui à 30 anos. Não entendo nada de Lua e planetas e sistema solar, além de que são redondos. E hoje não estou aqui para falar sobre a Via Láctea. Vou falar sobre o amor IMPOSSÍVEL entre o Sol e a Lua.
Como diz a música de Charlie Brown Jr., "me sinto muito bem quando vejo o pôr do Sol, só pra fazer nascer a Lua...". Pois bem, para a Lua aparecer o Sol tem que ir embora. Como namorar desse jeito?
Ele ilumina a Terra com toda sua magnitude, mas no fim do dia, se rende a Lua e a deixa brilhar. Que amor é esse que sai de cena para deixar o espetáco para o outro? Pra mim, não há caso de amor mais bonito.
Eles se amam, mas não podem ficar juntos. Se desejam, mas não podem se tocar. Se conquistam todos os fins do dia e se despedem a cada novo amanhecer. Mas desde que mundo é mundo, vivem esse amor impossível.
Muitos casais, na primeira briga, terminam. Estamos em tempos onde nada é para durar e esquecemos do valor de estar junto. De como é importante perseverar naquilo que de fato é importante. De que é tão bom ter alguém em quem recostar depois de um dia cansativo.
Achamos lindo os fenômenos lunares, os eclipses, nos maravilhamos com o espetáculo da natureza e nem percebemos que o Sol e a Lua se encontram de tempos em tempos, e aproveitam o máximo o pouco tempo que tem juntos. Eles se amam acima de nossos olhos, sem medo de se encaixarem. Dançam pelo céu estrelado, unidos por um amor incondicional. Se tornam um só e não estão com celulares nas mãos ou ocupados com outros seres celestes. Eles são e estão um para o outro! Eles se completam, se desnudam, se transbordam. Talvez até explodam depois do amor, como nós, humanos.
Enquanto contabilizamos os minutos, eles vivem os segundos como infinitos. Se entrelaçam na exuberância da Galáxia, como se só eles existissem. Aguardam minunciosamente pelo momento em que vão se encontrar, sem reclamar ou desistir, demore o tempo que demorar.
Eles não podem andar de mãos dadas, fazer amor todas as noites, ter filhos, passear no parque, almoçar juntos em Domingos com a família nem dormir de conchinha nas noites frias. Mas você pode tudo isso. E pode estar jogando a oportunidade da sua vida fora.
Tá esperando o que pra ir ser feliz? Tá esperando o quê pra dizer sim? Pra abraçá-la? Pra dizer o quanto o ama? Pra bater na porta dele e pedir perdão?
Que sejamos como o Sol e a Lua, que possamos viver num eterno eclipse. Que mesmo sem entender nada de Astronomia, aprendamos a contemplar a arte do encontro. Que o amor seja maior que a espera. Que eu seja a Lua que ilumina as noites dele, e ele, seja o Sol que aquece meus dias.
Priscila Calheiros
Fotos: Mary Bernardes
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