O ser humano, ser subjetivo e em constante
mudança há muito vem evoluindo e se desenvolvendo, tanto para seu crescimento
quanto para seu declínio. Pesquisas comprovam que a tecnologia, o crescimento
populacional, drogas e demais possibilidades favoreceram ao aumento demasiado
de atitudes agressivas. O contexto familiar, social e cultural do indivíduo
contribuem para a formação intelectual, moral e psicológica que lhe darão
alicerces para sua trajetória. Porém, se o sujeito não vivenciar algumas etapas
essenciais através de modelos construtivos em seu meio, essa lacuna poderá ser
preenchida com ações que resultarão em um desvio de caráter. Contudo, nesse
processo de evolução, deve-se salientar a busca por novas experiências,
principalmente dos jovens que precisam se auto afirmar em seus grupos e nos
demais meios aos quais estão inseridos, os colocando como fortes e invencíveis.
Esses tendem a usar violência e agressividade como símbolo de poder, conquista
e prestígio. Na era onde os valores se perderam, crianças são criadas como
adultos, onde a falta de limite é o ápice do século, não é de se espantar que
as cadeias tenham mais presos do que o limite por celas. Não que esteja certo
agrupar pessoas de maneira desumana, porém, cada qual está ali por cometer
algum delito. Sobretudo, no senso comum agressividade é uma questão de índole,
já na literatura e em algumas teorias psicológicas, esta advém de um conjunto
de fatores psicossociais que influenciam na conduta do sujeito enquanto cidadão
que acaba por se tornar produto do meio. São indivíduos sem medos, temores ou
até mesmo respeito a figuras de autoridade e as leis impostas. Portanto, o
comportamento do ser humano na contemporaneidade é resultante de fatores
internos e externos, configurando um quadro evolutivo em parte degradante, onde
a educação tem sido falha, gerando comportamentos indisciplinados, movidos por
causas equivocadas e analiticamente prejudiciais.
Priscila Calheiros
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